Você já votou em um Suplente de Senador?

Postado por GALVÃO FREIRE | 0 comentários»
Tem coisas na legislação eleitoral brasileira que é, no mínimo, uma falta de vergonha! Uma dessas aberrações é a legislação eleitoral que permite que alguém assuma um cargo eletivo sem ter sido votado. Isso mesmo! Atente bem, um CARGO ELETIVO! Vejamos: Para ser prefeito, você precisa ser votado (salvo em situações de substituição); para ser deputado o requisito é o mesmo, tem que ser votado. Mas, para ser Senador, basta que você esteja no lugar certo na hora certa! Ou que tenha uma família politicamente muito influente, ou ainda, que tenha uma boa soma de dinheiro para bancar a campanha do seu titular, na certeza de assumir num futuro próximo.

Eu nunca votei num suplente de Senador! Pior, eu nunca soube, antes de votar num determinado Senador, quem era o seu suplente! Mas todos nós já tivemos notícias de pessoas que viraram senadores do dia para a noite. Assim como num passe de mágica. E não importa se essa pessoa tem perfil público ou apenas conta bancária. O que importa é que agora é Senador da República! E sem voto! Pois é. São coisas da legislação eleitoral brasileira!

O correto seria que o suplente fosse aquele ou aquela imediatamente mais votado! NIguém precisa de um suplente de Senador! Sem contar que a maioria dos senadores são velhos. Portanto, não tem muita chance para o suplente. Ainda mais que além da vergonhosa possibilidade de ser senador sem voto, essa privilegiada casta conta com um mandato com o dobro do tempo de um mandato regulamentar. Enquanto todos os outros cargos políticos eletivos são de 4 anos, o mandato de um Senador tem oito anos. Como pode isso?

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